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Resenha - Mais forte que o sol - Julia Quinn

26 de agosto de 2018


Título: Mais forte que o Sol
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 288

Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Ellie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento. Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu. Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro. No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal.


Mais forte que o sol nos traz a história de Ellie Lydon e Charles Wycombe. Ellie está passando por poucas e boas com a noiva do seu pai, que insiste em escolher um marido para ela e os pretendentes não são nada agradáveis. Charles Wycombe é o conde de Billington e herdou uma incalculável fortuna, mas esta prestes a perder tudo, caso não arranje uma esposa antes de completar trinta anos, o que esta prestes a acontecer. 



Duas pessoas com vidas distantes, mas que o destino resolveu unir da maneira mais inusitada possível. Quando percebem que são a solução para vida um do outro, Charles e Ellie se entregam a um casamento de conveniência no qual ela está determinada a manter sua independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro. Mas, o destino é implacável e surge entre eles uma paixão avassaladora, é impossível negar a atração que sentem um pelo outro e com isso eles vão descobrindo que o casamento pode não ter sido tão inconveniente assim. 

Ellie é a irmã de Victória Lydon a protagonista do primeiro livro dessa série, elas são filhas do vigário da cidade, então esse livro se passa no mesmo ambiente do primeiro. Elas perderam a mãe muito cedo e tiveram uma educação bem rigorosa. Ellie vem sendo atormentada pela detestável noiva de seu pai, que é uma mulher intragável, em todas as cenas que ela apareceu foi realmente difícil digerir e também complicado entender como o vigário foi capaz de se relacionar com uma mulher tão mesquinha e insolente. 

Foi bem aceitável a maneira como o carinho entre Charles e Ellie foi crescendo, não me pareceu nada desesperador, instantâneo. Foi um amor que cresceu com o tempo, a princípio eles se relacionaram para que cada um pudesse resolver seus problemas, mas o sentimento foi aumentando e isso foi muito natural, Julia Quinn sempre consegue trabalhar esses sentimentos de uma maneira muito formidável. 

A narrativa foi incrível como sempre, leitura fluida, escrita simples que conquista o leitor logo nos primeiros capítulos. Julia sempre cria narrativas repletas de diálogos bem humorados e isso é essencial em romances de época, traz uma leveza indispensável. 

Uma das coisas que mais me aborreceu no livro foi a falta de confiança do Charles na palavra de Ellie, é certo que eles mal tiveram tempo de se conhecer antes de se casarem, mas nada justifica ele não acreditar na esposa quando ela insiste que esta falando a verdade, as vezes Charles me irritava quando dizia que talvez a esposa estivesse confusa e etc. Fiquei nervosa e ansiosa para que ele descobrisse logo a verdade. 

Julia tenta confundir o leitor quanto ao mistério existente no livro, mas eu logo desconfiei das coisas, desde quando incidentes começam a ocorrer. 

Gostei muito de Mais lindo que a lua, contudo Mais forte que o sol é infinitamente melhor, mais divertido, mais romântico, com um enredo melhor. Se você é um amante de romances de época, não pode deixar de conferir esse livro. 

A capa é linda e se encaixa perfeitamente ao enredo. Revisão e diagramação impecáveis. 


    



Resenha - Mais lindo que a lua - Julia Quinn

27 de fevereiro de 2018

Título: Mais lindo que a lua
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272


Foi amor à primeira vista. Mas Victoria Lyndon era a filha do vigário, e Robert Kemble, o elegante conde de Macclesfield. Foi o que bastou para os pais dos dois serem contra a união. Assim, quando o plano de fuga dos jovens deu errado, todos acreditaram que foi melhor assim. Sete anos depois, quando Robert encontra Victoria por acaso, não consegue acreditar no que acontece: a garota que um dia destruiu seus sonhos ainda o deixa sem fôlego. E Victoria também logo vê que continua impossível resistir aos encantos dele. Mas como ela poderia dar uma segunda chance ao homem que lhe prometeu casamento e depois despedaçou suas esperanças? Então, quando Robert lhe oferece um emprego um tanto incomum – ser sua amante –, Victoria não aceita, incapaz de sacrificar a dignidade, mesmo por ele. Mas Robert promete que Victoria será dele, não importa o que tenha que fazer. Depois de tantas mágoas, será que esses dois corações maltratados algum dia serão capazes de perdoar e permitir que o amor cure suas feridas?

Victoria Lyndon é filha de um vigário e Robert Kemble é o conde de Macclesfield. Os dois se apaixonaram perdidamente à primeira vista, mas seus pais são completamente contra a união dos dois. Os jovens planejam fugir, mas tudo acaba indo de mal a pior e cada um acaba seguindo um caminho diferente. 

Sete anos depois, Robert encontra Victória, por acaso, durante um grande evento social. Victória se tornou uma preceptora e ele mal consegue acreditar que aquela garota que destruiu seus sonhos virou uma mulher que ainda o deixa sem fôlego. 

Os dois logo percebem que é impossível resistir aos encantos um do outro e Victoria começa a pensar em dar uma segunda chance a Robert, até que ele lhe oferece um emprego, ser sua amante. Ofendida, Victória não aceita e resolve se afastar dele de uma vez por todas. Inconformado em ser rejeitado mais uma vez, Robert promete que isso não ficará assim, que a moça será dele, não importa o que ele tenha que fazer. Mas, será que depois de tantas idas e vindas, tanta mágoa, o amor pode fazer tudo dar certo? 

Logo quando eu comecei a leitura eu até pensei que estivesse lendo o livro de outra pessoa, achei o casal tão surreal de cafona que custei a acreditar que era a Julia Quinn escrevendo. Mas, parei pra analisar que os dois ainda eram praticamente adolescentes, então relevei o fato. 

Vi muitos comentários sobre o quanto o mocinho do livro era absurdamente machista e etc e tal, que era um absurdo a Julia Quinn escrever um personagem assim. É simples, Robert é o típico homem do século XIX, se você pegar qualquer romance de época/histórico, difícil mesmo vai ser encontrar um homem que não seja "machista" isso era típico da época gente. Vocês não querem encontrar um cara super revolucionário da bandeira feminista em pleno século XIX né? entendem o quanto isso sim seria uma exceção? Julia Quinn apenas seguiu a regra. Enfim, ponto encerrado.



Gostei de ambos os personagens e entendi a motivação de cada um. Curti bastante a Victória, entendi a pessoa que ela se tornou depois de tudo o que ela passou, o fato de querer ser independente de um homem e justamente quando ela consegue isso o Robert aparece querendo apagar essa liberdade que ela esta sentindo e pela qual ela lutou tanto. 

Ao mesmo tempo, também fui compreensiva ao lado do Robert. Depois que ele descobre todos os entendimentos do passado, ele fica completamente transtornado, sem acreditar em como tudo deu tão errado e ele acha que o único modo de consertar tudo é se casando com Victória. Ele fica desesperado para consertar tudo e age de maneira ríspida, sem respeitar a opinião de Victória e suas decisões. Na verdade ele é um completo ogro, mas com um romântico enrustido. Robert faz as coisas certas, da maneira errada, se é que você consegue me entender. 

A narrativa mantém o padrão dos outros livros da autora, simples e voraz, a gente lê e nem vê o tempo passar. Os diálogos, como de praxe, repletos de humor e sarcasmo. O casal tem bastante química e torci por eles a todo momento. Victória foi a grande responsável pelo lado divertido do livro, ela apronta cada coisa que só lendo mesmo. 

Enfim, eu gostei bastante da leitura e estou bem ansiosa para conferir o livro de Eleanor, a irmã de Victória. Tenho certeza que Julia irá nos surpreender como sempre. Pra quem gosta de romance de época, o livro é uma excelente pedida. 

A capa do livro é linda e tem tudo a ver com o enredo. Revisão e diagramação ficaram ótimas. 




Resenha - Um beijo inesquecível - Julia Quinn.

18 de maio de 2016

Olá pessoas, 
Hoje venho postar a minha resenha deste livro querido que a Fer já resenhou, se quiser ler a resenha dela, clique aqui. 

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414851
Ano: 2016
Páginas: 272
Tradutora: Claudia Costa Guimarães.
Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

Esse é o sétimo livro da série Os Bridgertons. No prólogo nos deparamos com uma narração do eixo familiar de Gareth St. Clair, sendo que a relação entre pai e filho se mostrou instável, fria. É perceptível que o pai nunca teve afeto pelo filho, velho chato viu. Nas primeiras páginas nos deparamos com algo que me deixou de boca aberta.